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Março: Um mês de lutas e celebração!

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Mais do que meras homenagens, março traz consigo datas importantes para a luta na igualdade de gênero e raça.

O mês de março é um período de celebração! Mais do que comemoração, março traz datas simbólicas e de grande importância na luta por igualdade, de gênero e de raça. 

 

Logo no início do mês, celebramos, no dia 08, o Dia Internacional da Mulher. Com objetivo muito além do comercial, a data criada em 1910, por uma dupla de líderes socialistas alemãs, busca celebrar e marcar a luta pelos direitos das mulheres

 

Então, se você pensa que o Dia Internacional da Mulher é um dia que serve apenas para presentear o público feminino, está muito enganado! O dia 8 de março é, principalmente, um dia de muita luta e de celebração sobre todas as vitórias conquistadas. 

 

Apesar de antiga, a luta em prol dos direitos das mulheres e igualdade se mostra cada vez mais relevante atualmente. Se por um lado tivemos  avanços como o direito ao voto e a liberdade para trabalhar, por outro encaramos todos os dias questões emblemáticas, como a violência contra às mulheres e o preconceito. 

 

Não há como falar sobre preconceito, sem falarmos sobre outra data simbólica de março! No dia 21, celebramos o Dia Internacional contra a Discriminação Racial

 

Uma data de grande importância, que reforça a luta contra o preconceito racial em todo o mundo. Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com a Resolução A/RES/2142 (XXI) de 1966, em memória ao “Massacre de Shaperville”, em 21 de março de 1960.

 

Nesta data, aproximadamente vinte mil pessoas protestavam contra a “lei do passe”, em Joanesburgo, na África do Sul. Essa lei obrigava os negros a andarem com identificações que limitavam os locais por onde poderiam circular dentro da cidade. Tropas militares do Apartheid atacaram os manifestantes e mataram 69 pessoas, além de ferir uma centena de outras.

 

Apesar das particularidades de cada uma delas, as lutas se conectam na busca por um mundo mais justo e respeitoso. Algo que deveria ser comum em nossa sociedade, mas não é o que vivemos e presenciamos.

 

Infelizmente o preconceito ainda é grande, e esses movimentos são essenciais para transformarmos esta realidade. Quando falamos sobre preconceito contra mulheres, diversos indicadores podem ser mencionados, entre eles dados sobre violência doméstica e assédio no ambiente de trabalho

 

Você sabia que…

Por hora, 30 mulheres sofrem agressão física

*Dados do 14° Anuário Brasileiro de Segurança Pública

76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho

*Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva

 

Quando analisamos a ótica sobre os preconceitos sofridos por uma mulher negra os números são ainda mais assustadores. 

Em 2019, 67% das vítimas de homicídio foram mulheres negras.

*Dados do  Atlas da Violência 2021 realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). 

E se 1.350 mulheres foram vítimas de feminicídios em 2020, 61.8% eram negras

*Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

 

Pesquisas mostram também que, mulheres negras apresentaram, em média, rendimentos 71,31% menores do que os homens brancos.

*Dados do Instituto Brasileiro de Economia

 

Os dados são preocupantes e reiteram a importância da luta em prol da igualdade de gênero e de raça. Neste momento, a união é um fator fundamental. Levantar essas bandeiras com outras mulheres, aumenta o alcance da luta e a tona ainda mais forte.

 

Para nossa CI, Jade Gomes – Assistente de BackOffice da Paschoalotto e integrantes do grupo de Etnia Racial do Comitê de Diversidade e Inclusão da Paschoalotto:

 

“A sociedade pode contribuir falando mais sobre esses assuntos, os tipos de violência que existem, os tipos de racismo, questões raciais, deixar que as pessoas que estão nessas posições falem mais, exponham as suas dores sem achar que tudo que essas pessoas passam são o famoso “mi-mi-mi (…)”

 

Mais do que palavras, precisamos de iniciativas, não apenas como indivíduos mas também como instituições

 

Para Myreia Cardoso, Analista de BackOffice da Paschoalotto e integrantes do grupo de Etnia Racial do Comitê de Diversidade e Inclusão da Paschoalotto:

 

“O mundo ainda é um lugar perigoso para as mulheres, ainda mais quando se trata de mulheres negras. (…) É papel também de empresas, conscientizar a liderança, propor debates e ações de conscientização voltadas aos colaboradores, promover a ampliação de pessoas negras nos processos seletivos e sugerir a participação de mais colaboradores em campanhas publicitárias (…) Isso é de extrema importância, ainda mais com o crescimento e desenvolvimento relevante que estamos vivendo nos últimos anos.”

 

Apesar de longa e muitas vezes difícil, essa caminhada não precisa e nem deve ser feita sozinha. Todas as pessoas juntas,  vamos além!

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